O espírito olímpico e paralímpico está no ar…

blog Pedra da Gávea   Sintonia pedagógica
06 setembro, 2016

Por Clarice Magalhães, professora de Psicomotricidade e Educação Física (Escola Pedra da Gávea) e Tiago Martins Simões , Coordenação Pedagógica (Escola Pedra da Gávea)


O Rio de Janeiro está sediando o maior evento esportivo do mundo, os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, e sair pela cidade hoje ainda é uma grande festa! Atletas do mundo inteiro se encontram na ‘’Cidade Maravilhosa’’ para representar sua nação, participando de diversas modalidades esportivas em busca da tão sonhada medalha olímpica. Sem dúvida, essa é uma das grandes conquistas, mas a principal é poder perceber que ainda é tempo…

Tempo de ver que pessoas saem nas ruas para prestigiar, não só seus países, mas viver o espírito esportivo, aplaudindo todos os envolvidos.

Tempo de ver crianças participando dessa grande festa, torcendo, vibrando e se emocionando com cada derrota e/ou vitória.

Tempo de ver que ainda somos um povo, uma só nação em busca de objetivos em comum: paz, solidariedade e união.

Tempo de ver que, para vencer, é preciso dedicação e esforço; que derrotas fazem parte e que a grande vitória é a persistência e a participação.

Tempo de ver o legado de esperança e união que os jogos aqui em nossa cidade deixarão para os brasileiros.

Tempo, também, de conversar sobre os significados do corpo e do movimento humano e como a educação infantil tem uma função muito importante nesse processo…

Já há algum tempo, as teorias do desenvolvimento humano trabalham com a premissa de que o movimento é uma linguagem através da qual as crianças agem sobre os ambientes físicos e sociais, se expressam, constroem sua personalidade e, é claro, constituem sua estrutura física. Além disso, do ponto de vista histórico e social, compõem toda uma cultura que se cristaliza de várias formas como brincadeiras, jogos, gestos, danças e os esportes.

O que vimos nas Olimpíadas, nestas últimas semanas, foi um belo exemplo de como é possível competir com base na cooperação cujo exemplo máximo foi a medalha de fair play conferida à corredora neozelandesa dos 5.000 metros, que interrompeu a prova para ajudar outra competidora que havia se acidentado. Vemos assim que, além das provas de competição, existe por trás uma dimensão do esporte que envolve uma rotina diária de treinamento, demandando persistência, concentração, controle emocional e um amplo trabalho em equipe. São valores como esses que podemos trabalhar com nossos alunos.

As práticas esportivas, particularmente as de jogos coletivos, colocam as crianças numa dinâmica interativa em que existem regras, estratégias de trabalho em grupo e, quando bem elaboradas, desenvolvem a autoestima e o chamado espírito esportivo, habilidade complexa que envolve a perseverança para alcançar a vitória, conjugada com a solidariedade ao time adversário. Ao mesmo tempo, trabalhamos o raciocínio estratégico que se manifesta prioritariamente nos movimentos corporais dentro do contexto esportivo.

Mas o trabalho pedagógico com os esportes na infância pode ir um pouco além. Dentro do construtivismo, temos a premissa básica de que os alunos devem se engajar na construção de todo o processo. Isto significa que, além de contextualizar as práticas, devemos sempre criar ou ressignificar os jogos e os esportes. A mediação dos adultos (professores) com relação à cultura existente deve sempre vir acompanhada da possibilidade da criação e da apropriação da mesma pelos nossos pequenos.

Para somar ainda mais, temos a chance de prestigiar em breve os Jogos Paralímpicos, que surgem no mundo na década de 1960 e inserem um novo paradigma no esporte, criando modalidades adaptadas de acordo com as aptidões físicas dos atletas. Assim, são fortalecidos valores como a solidariedade, a cooperação, a superação e a inclusão.

Atletas com diversas deficiências se tornam gigantes dentro de uma quadra, de uma pista ou de uma piscina. Tornam-se ídolos e viram exemplo de vida para nossos pequenos. Através deles, percebemos que somos todos iguais e que as diferenças físicas são detalhes frente à superação e às histórias de vida.

Vivenciar o clima olímpico desenvolve preceitos éticos e de boa convivência, que contribuem para a construção de uma sociedade mais justa e humana. Os valores Olímpicos e Paralímpicos fazem com que nossas crianças entrem em contato com atitudes esportivas como respeito e união, que servem de exemplo para todos nós.

Que saibamos aproveitar essa grande oportunidade de mostrar às nossas crianças que o espírito olímpico pode e deve continuar, e convidamos todos aos esportes, sempre com muito fair play e ludicidade!

volei sentado

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