
Por que contar histórias? Por que contar essas histórias? Acreditamos que ao contar histórias abrimos caminhos para criação, imaginação, expressão, ação e relação. Segundo Mia Couto, escritor moçambicano, no momento em que se conta uma história a alguém, não há ali uma escuta mecânica, mas sim qualquer coisa que cria, sobretudo, a construção de uma relação entre pessoas. E é através desse entre que acreditamos na construção do conhecimento, pois nele se encontram as experiências compartilhadas, a escuta e a possibilidade.
Algumas razões, no entanto, nos levaram a escolha de narrativas de Mulheres Brilhantes. Primeiro a crença de que a escola é um lugar de produção de cultura, especialmente a cultura da infância. Segundo porque se várias gerações crescem sem saber quem são as mulheres que fizeram a nossa história, como preparar nossas crianças para ocupar um lugar no mundo?
Vale ressaltar que não se trata de um projeto feminista, ao contrário, acreditamos que ao compartilharmos essas histórias de vida promoveremos reflexões para toda a sociedade. Ao reunir essas narrativas falaremos de empatia, resiliência, persistência, possibilidade… Afinal, o que é ser brilhante? Para nós é não se limitar ao que lhe foi socialmente atribuído, é ter coragem para ir em busca dos seus sonhos e desejos e estar à frente de seu tempo.
Mas como? Deslocando nosso olhar para as inspirações das nossas protagonistas e criando espaços para investigação, relação, deslocamentos e brincadeiras. Produzindo cultura e pensamento. Colocando reparo nas maravilhas da vida cotidiana. Nosso projeto foi pensado para todos que acreditam na força das narrativas infantis.
É com muito entusiasmo que convidamos toda comunidade Pedra da Gávea a construir conosco um mundo onde possamos ter confiança e sermos livres.