A alegria de criar com as próprias mãos se transmite nos diferentes espaços de brincar. Porém, é no contato com a natureza, a mãe terra, que a criança tem a possibilidade de dialogar com a pedra, a terra, o barro, a chuva, o vento, as folhas, as poças de água, galhos, sementes, com o universo.
É
“do lado de fora” que a criança acessa o seu potencial criativo: imagina, sente, cria, desfaz, recria. É ao ar livre que a criança experiencia o encantamento, a espera, a compaixão, o medo, a contemplação.
O movimento de reaproximação com a natureza nos faz retornarmos ao nosso ser.
Segundo o britânico Ken Robinson O artista é a criança que sobreviveu. E, de fato, o artista precisa estar sempre sensível e alerta para não perder a essência crianceira e o olhar contemplativo da alma.
Na Pedra da Gávea, acreditamos que é nestes momentos de brincadeira com barro, terra, areia, modelagem que desenvolvemos nosso potencial criativo e que nos tornamos conscientes de quem somos e da nossa humanidade. Acreditamos que através da arte unimos conhecimento e ação e aprendemos a nos tornarmos Seres Humanos.
“A criança não se impressiona com a superficialidade formal. Há sempre, de sua parte, um interesse maior pela substância e menor pelo resultado.”
João Amado