Conversas em Família: Controle Parental com Smartphones

blog Pedra da Gávea   Conversas em Família
21 junho, 2023





Aqui na Pedra temos a missão de contribuir com o desenvolvimento individual e social de cada criança encorajando-as a ampliar ao máximo sua autonomia e potenciais próprios, ao mesmo tempo em que se descobrem como elementos ativos no seu processo de crescimento.

Desta forma, acreditamos que além da escola, os responsáveis são peças-chave para promover os processos de educação. Pensando nisso, a coluna “Conversas em Família”, foi criada para que toda a Comunidade Escolar tenha acesso à temas relacionados a dicas e boas práticas exercidas para além da escola.

No Conversas em Família de hoje, compartilharemos um pouco mais da vivência de Francisco Maiolino, pai da aluna Sofia Maiolino, do Ensino Fundamental, sobre Controle Parental com Smartphones. Confira o conteúdo completo, enviado por ele, abaixo:

“Um ponto interessante a lembrar é que um smartphone é um mini tablet, um computador, que não precisa de uma linha telefônica para ser usado. Basta que haja um email que identifique a criança como usuário, para que o aparelho seja habilitado totalmente para uso, a partir de uma rede wifi. Não há necessidade de uma linha telefônica para os primeiros passos com um smartphone. Ele poderá ser utilizado, com as restrições definidas, no controle parental dos celulares dos pais.

No meu caso, utilizei um Iphone 8 que tinha, criei um email @icloud.com para minha filha de 8 anos e passei então ao próximo passo: definir os aplicativos que ela poderia ter disponíveis, o tempo habilitado de uso para  cada um e as permissões dadas a ela no uso do celular.

O WhatsApp e quaisquer outros aplicativos que necessitem de um número de telefone não poderão ser usados. Mas será possível conversar com a pequena através do Facetime, por áudio ou vídeo, e enviar-lhe mensagens através do aplicativo Mensagens.

Os controles embutidos no seu smartphone são poderosos e muito úteis. Mas é fundamental lembrar que eles são complementares aos combinados de tempo de uso, que precisam existir, como para qualquer atividade: assistir à televisão, brincar etc. A tela, qualquer tela, é uma janela para outro mundo, que exerce um fascínio viciante, inclusive para adultos.

Outro ponto importante é que um smartphone pode ter um uso construtivo ou destrutivo, como tudo. Se os pais dedicarem tempo a gerar e enviar conteúdo de boa qualidade, que estimule conhecimento, criatividade e troca de ideias com os filhos, eles aprenderão com mais facilidade a fazer um bom uso dessa magnífica ferramenta.”

A seguir, Francisco Maiolino preparou um passo-a-passo para ajudar outras famílias com o controle parental com smartphones:

–        Criar a conta de email e senha de acesso; habilitar acesso biométrico.

–        Preencher dados da criança, IMPORTANTE: preencher corretamente a idade, que servirá de controle de acesso automático para apps que já vêm com limites mínimos de idade, como Minecraft, por exemplo.

–        Informar os responsáveis legais e criar a família; definir também quais membros da família terão acesso aos controles parentais.

–        Na conta da criança, no próprio celular dos pais, pode-se criar o padrão de tempo de uso – para cada dia da semana – definindo os aplicativos que podem ser usados mesmo quando o celular estiver em repouso.

–        Checklist da família: resumo para definir os limites de comunicação, controles parentais, contatos de emergência e o compartilhamento de localização. Definir uma senha para acesso a esses controles.

o   Limites de comunicação: recomendo definir que a criança só poderá usar o smartphone para se comunicar com pessoas cadastradas nos seus contatos. Além disso, o gerenciamento dos contatos pelas crianças deve ser inibido. No celular dela, os pais podem cadastrar apenas os contatos com os quais estiverem à vontade para ela se comunicar.

o   Nos controles parentais: pode-se definir a utilização ou não pela criança de cada app instalado no seu celular. Pode-se ainda inibir que ela baixe qualquer novo app e bloquear qualquer compra. Há também opções para restringir pesquisas google e conteúdo de linguagem inapropriada

o   Compartilhamento de localização: manter ativado e inibir a desativação pela criança.

–        O celular fornece ainda estatísticas de utilização da criança e dos aplicativos acessados.

–        Qualquer tentativa da criança de usar determinado app além do limite definido, gerará um pedido de mais tempo, que será enviado para os celulares dos responsáveis, que poderão acatá-lo, parcialmente ou não.

Francisco finaliza dizendo que no seu modo de ver, a faixa etária de 8 a 9 anos é propícia para que a criança inicie o uso do celular, de uma forma restrita e controlada, sem uma linha telefônica nem WhatsApp. Haverá assim, a oportunidade de aprender a usar essa fantástica ferramenta de forma produtiva e construtiva, em conjunto com a família. “Também nós, pais, aprendemos a evoluir nos controles parentais e numa utilização saudável deles”.


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