
Aqui na Pedra temos a missão de contribuir com o desenvolvimento individual e social de cada criança encorajando-as a ampliar ao máximo sua autonomia e potenciais próprios, ao mesmo tempo em que se descobrem como elementos ativos no seu processo de crescimento.
Desta forma, acreditamos que além da escola, os responsáveis são peças-chave para promover os processos de educação. Pensando nisso, a coluna “Conversas em Família”, foi criada para que toda a Comunidade Escolar tenha acesso à temas relacionados a dicas e boas práticas exercidas para além da escola.
No Conversas em Família de hoje, compartilharemos um pouco mais da vivência de Marcio Sabioni e Roberta Sabioni, pais dos alunos Guilherme Sabioni, da Educação Infantil, e Bernardo Sabioni, do Ensino Fundamental, sobre Atividades na Natureza. Confira o conteúdo completo, enviado por eles, abaixo:
“Somos uma família urbana, sem muito histórico e hábitos de natureza…Na verdade éramos, mas isso acabou mudando depois do PDG Camp em Outubro de 2022. Urbanos sem exagero, sempre curtimos um pouco nossas praias e parques, a natureza sempre foi um espaço encantador mas nunca criamos o hábito de frequentar ou levar as crianças. Nosso costume girava mais ao redor de clubes, quadras, plays e shoppings do que dos espaços naturais…Mas depois que nosso filho voltou do acampamento experimentamos coisas diferentes.
Incentivados pelo relato da experiência que ele teve fomos acampar em família. E um acampamento puxou o outro, uma trilha puxou a outra, uma cachoeira a outra, uma pescaria a outra e uma escalada a outra…E agora escalamos, pescamos e trilhamos muito mais do que entramos em uma quadra poliesportiva.
Sempre escutamos quão impactante e relevante é o contato com a Natureza, escutamos isso de diversas pessoas e fontes, constantemente, mas até iniciarmos essa prática de fato não havíamos percebido o real impacto.
Em nossas aventuras percebemos diversos comportamentos positivos em ambos nossos filhos, de 8 e 6 anos, compreendemos isso durante as atividades e com impactos que permanecem por um tempo depois que voltamos para casa, alguns brandos e outros de maior impacto.
Percebemos que eles ficam em sintonia um com o outro, colaboram e criam juntos, exploram e apoiam um ao outro automaticamente. Os pequenos desafios e descobertas que a natureza propicia faz com que eles se juntem para vencê-los.
Eles ficam concentrados e atentos nas tarefas e brincadeiras que estão desempenhando. A multidão de estímulos que a natureza traz é mais do que suficiente para preencher tudo que eles precisam, e não precisam de um adulto constantemente mediando ou propondo.
Imersos nesse universo natural, eles encontram inesgotáveis questões para explorar, deixando constantemente a curiosidade ser trabalhada. Plantas, frutas, insetos, animais e etc. Muito o que explorar e aprender.
Existem muitos estímulos e atividades na natureza, tendo variados locais e atividades, e com isso sentimos eles muito engajados. Não apenas nas atividades mais atléticas, como trilhas e escaladas, que são as que mais conquistam a atenção. Atividades mais contemplativas também são uma enorme fonte de exploração, como acompanhar as formigas, desenhar as plantas, usar um microscópio para ver o solo, colher frutas e etc.
Importante saber que nem toda atividade proposta dará certo, e tudo bem. Propusemos um passeio em uma canoa havaiana, pensando que as crianças iriam adorar. Foi ótimo para os adultos, mas eles não gostaram nem um pouco. Essa foi para o final da lista para tentar novamente apenas em um futuro mais distante.
Um ponto importante é que a natureza pode ser experimentada de várias formas e em vários níveis. Às vezes pensamos em aventuras e ficamos com receio dos riscos, mas existem formas e locais para todos os gostos e níveis de aventura. E às vezes tendemos a perceber segurança no ambiente urbano e sentimos alguns riscos nos naturais, mas isso é fruto do hábito.
Depois de várias aventuras em florestas e trilhas, nosso filho mais novo quebrou o braço brincando com os amigos em um salão de festas. O rapazinho que acampa e escala montanhas quebrou o braço em uma festa de aniversário em um salão, isso mostra que sempre existem riscos, que são parte de viver, mas às vezes temos a percepção errada.
Talvez uma forma fácil de começar seja em aventuras pequenas e rápidas, atividades diferentes da rotina e/ou com empresas especializadas. Nosso início foi acampando perto, em Teresópolis. Depois fizemos uma experiência em escalada com guias, seguimos para pescar em pesqueiros e realizamos trilhas perto de casa (como Pedra Bonita e Morro da Urca).”