As brincadeiras trazem a real presença, o encontro entre passado e futuro, transformando o tempo no presente momento. Como diz o poeta, filósofo e pedagogo português Agostinho da Silva (2000), a criança quando brinca suspende o tempo.
O papel do educador na Pedra da Gávea é o de criar espaços para as manifestações infantis, estar atento ao imenso potencial que as crianças apresentam ao se relacionarem com o outro, com o meio e com elas próprias. ‘’Suspender o tempo”, acolher. Reaprender com as crianças a estar receptivo ao que vem à nós do mundo, se deixar surpreender.
Esses registros são um exercício contínuo de suspender o tempo para olharmos com reparo e respeito sobre as linguagens usadas pelas crianças como estratégia de construção de relacionamentos e aprendizagens.
Convidamos a todas as famílias a apreciarem as imagens e a despertarem a criança adormecida, que um dia fomos.
E que no exercício de olhar para a infância, ele nos possibilite o ‘’reencontro’’ conosco, com os nossos propósitos e com nossa singularidade, e se possível, transformem a forma de lidarmos com nossas crianças, com a sociedade e com o planeta.